domingo, 18 de outubro de 2009
terça-feira, 17 de julho de 2007
4
Chegamos à casa amarela com três garagens.
Atravessamos a porta e deixamos o material no sofá. Minha mãe não estava em casa e não avia almoço sobre o fogão.
- Bem eu não tenho empregada e minhas comidas são meio estranhas – comentei – então vamos pedir alguma coisa, o que você prefere?
- Olha sei lá, escolhe você.
- Presta bem atenção à visita aqui é você, se quiser salmão eu vou atrás para você, fala o que você quer.
- Bem pode ser yakisoba.
Um sorriso surgiu no meu rosto, a pedi que ficasse a vontade peguei o telefone e fiz o pedido.
Sai da copa e entrei em silencio no meu quarto ela estava olhando os livros na minha estante, fiquei ali a observando até que ela olhou para trás.
- Esta ai há muito tempo? – Perguntou ela meio envergonhada.
- Não. Então o que quer fazer?
- Na verdade Maria eu quero que você responda a todas as minhas duvidas, e pra começar, como assim Chikara?
5
Eu avia explicado tudo para ela: “Fazia alguns meses que eu avia descoberto o que vou te contar agora. Eu avia feito uma viagem para um templo, quando entrei naquele local religioso comecei a passar mal tive relances de como se andasse na china antiga, dentro do santuário me encaminhei involuntariamente até uma sala onde avia um pergaminho, era o original do livro que estava na biblioteca, como nessa manhã eu fui absorvida para dentro dele. Dentro do pergaminho acabei descobrindo que eu era o sétimo seishi6 que faltava, conheci todos os outros guerreiros seguidores do seus do sul. Mas por que sou um seishi e estou nesse mundo? E porque o meu objetivo aqui era encontrar a Suzaku-No-Miko era difícil mas eu tinha que fazer. Fiquei por lá por sete dias, me encantei pelo Tenshi, achava que ele era uma pessoa especial e acredito que ele sentia o mesmo por mim, ele foi o que mais me deu força para que encontrasse a Miko. Foi quando eu voltei para o templo onde tudo começou. Passou-se algumas semanas, percebi que encontrar a sacerdotisa seria mais difícil do que eu pensava. Só que um dia por uma atitude sua percebia algo diferente em você, fiquei te observando por algumas semanas e percebi que atrás dos seus óculos existia uma menina excepcional.”
Ela parou e ficou me olhando, eu abaixei a cabeça não tinha coragem de olhar nos seus olhos.
- Maria – me chamou ela – podemos voltar lá hoje?
Levantei vagarosamente a minha cabeça.
- Isso quer dizer que você quer ser a Suzaku-No-Miko?
- Sim, se você estiver comigo sei que vai ser mais fácil e engraçado.
Soltei um risinho, sabia que uma das qualidades de Ângela era levar tudo na brincadeira e fazer todo mundo rir.
- Vamos depois do anoitecer – propus – após minha mãe dormir, ela vai achar que estamos no décimo sono só que não estaremos aqui.
6
Era por volta das vinte e trinta, minha mãe estava conversando com Ângela, e como sempre falava de minha vida e o que eu fazia quando criança, segundo minha mãe Ângela era uma grande menina.
Tinha saído do banheiro, avia acabado de tomar banho e estava enxugando o meu cabelo, me encaminhei para a sala e vi Ângela dando aquela sua gargalhada gostoso sobre as história que minha mãe contava.
- Ei mãe não enche a cabeça da coitada com essas histórias. – Interrompi.
- Ela não esta enchendo minha cabeça – disse Ângela pelo – o que eu sua mãe esta me contando você era uma criança louca.
- Loca a única pessoa louca que eu estou vendo aqui é você. – Joguei a toalha nela e sai correndo.
Ela veio atrás de mim, e entrou no quarto, só que se deparou com ele vazio, eu chegue por trás e lê dei um susto. Caímos na gargalhada.
* * *
- Filha estou indo me deitar – anunciou minha mãe – vê se não vai dormir muito tarde amanhã tem aula.
- Esta bem. – Concordei e lancei um olhar para Ângela.
Tiramos os pijamas e colocamos outra roupa, desligamos a televisão da sala, fomos para o quarto, encostamos a porta e apagamos a luz, abrimos o livro e rapidamente fomos envoltos por uma luminosidade vermelha.
Voltamos àquela estrada da primeira vez em que estivermos dentro do livro, não sabíamos para onde ir, então decidimos andar sem rumo, até que passou um homem com uma carroça cheia de feno.
- Por favor – perguntei ao homem da carroça – para onde fica Kenshin?
- Estou indo para lá. – Respondeu ele – querem uma carona?
Nós concordamos com a cabeça, eu ajudei Ângela a subir e logo depois pulei nos fenos. Deitei-me e fiquei olhando para o céu, quando voltava meu olhar para ela via que observava a paisagem com os olhos arregalados como uma criança que sai de casa pela primeira vez e não quer perder nenhum momento.
O senhor da carroça nos deixou na frente do palácio, nós agradecemos e atravessamos o portão de entrada.
Enquanto isso dentro do castelo um guarda entra no salão que leva ao imperador, ele se ajoelha diante da majestade e diz:
- Senhor. Hongo Chikara esta de volta e traz com ela uma menina.
- Deixem-as entrar – ordenou o imperador – e você – se referiu ao um subordinado – vá chama Tenshi e os outros.
Estávamos do lado de fora, até que a porta se abriu e o soldado voltou e pediu que o acompanhasse. Entramos na sala do imperador fomos até o trono e nos ajoelhamos.
- Se levante – disse ele – não é mais necessário tanta formalidade entre nós.
Levantei-me abri um sorriso o imperador estava de braços abertos.
- Hikari7. – Fui em sua direção e lê dei um abraço cochichando algo em seu ouvido.
Ele olhou por cima do meu ombro, Ângela estava em pé nos observando, o imperador se ajoelhou e eu também, como se tivessem entendido o que estava acontecendo, todos que estavam naquele salão também se ajoelharam.
Ficamos ali por alguns segundos até sermos interrompidos.
- Ei Hikari, o que você quer? – Disse o homem entrando na sala.
Eu conhecia aquela voz masculina levantei-me e disse:
- Ele podia querer falar algo com você mais eu queria te ver antes.
Tenshi sorriu, começou a vir em minha direção, então percebeu Ângela e todas as pessoas ajoelhadas, ele sabia que ela era a Suzaku-No-Miko, se ajoelhou também.
Fui até Ângela e lê pedi que agradecesse a referencia, então ela movimentou a mão para que todos se levantassem.
Apresentei Ângela para Tenshi e Hikari, eles estavam dizendo que ela era muito bonita – algo que dizia varias vezes a ela – até que fomos interrompidos.
- Imperador os outros quatro seishis estão aqui. – Disse o guarda.
- Deixe-os entrar Hidek. – Pediu Hikari.
- Sim senhor. – Disse ele se curvando.
A porta se abriu e entrou na frente Tsubasa8.
- Chikara como vai essa força? – Veio ele em minha direção apertando bem firme minha mão.
- Tsubasa sempre em forma. – Respondi.
Ele estava com uma camisa branca com uma gola, era regata e deixava os braços fortes amostra, dês que Tsubasa avia entrado no salão, Ângela não tirou os olhos dele. Felizmente meus pensamentos foram interrompidos pela entrada de Sinjitsu9 com seu gato no ombro, estiquei a mão para ele e disse:
- Como vai?
- Muito bem menina. – respondeu ele com aquela voz grossa.
Eu ouvi o barulho de algo batendo no piso de madeira e metal batendo em metal era Kitsune10 entrando no salão acompanhado pelo pequeno Chikyuu11.
Ele estava com aquela mascara de raposa e seu báculo de monge, e aquela criança de mãos dadas com o jovem religioso, aqueles seus pequenos olhos de fome de saber. Cumprimentei Kitsune me curvando e passei a mão na cabeça de Chikyuu. Enquanto conversávamos alguém me pegou pelo braço.
- Hei! Vem comigo. – Pediu Tenshi.
Ele me levou para fora daquele salão para um corredor.
- Estava com saudades. – Disse ele.
Tenshi me encostou na parede feita de madeira, pois a mão no meu rosto e me beijou, deixei que os meus braços se entrelaçassem em seu corpo forte.
* * *
Al voltarmos para o salão principal de mãos dada vi que Ângela estava falando com Tsubasa, olhei os dois ali com o sol se pondo atrás e senti um pouco de ciúmes, mas deixei que ela se inturma-se, fui a janela do salão principal vi aquela estrela se pondo atrás das colinas, a cidade que se estendia depois daqueles muros, daquele castelo, que o pais ia além das montanhas. Tenshi se aproximou.
- Este lugar é lindo não é? – Me perguntou.
- Um dia tu me levas na cidade? – Pedi.
Ele sorriu, olhou para mim e pegou minha mão.
- Claro, te levo aonde você quiser.
De repente uma luz vermelha envolveu o meu corpo e o de Ângela, quando notei já estávamos no meu quarto, ela estava com cara de que não estava entendendo nada.
Depois de algum tempo, já aviamos colocado o pijama, eu estava arrumando o meu colchão no chão para que eu dormisse – avia convencido Ângela a dormir na minha cama - até que senti alguém me abraçar por trás.
- Obrigada. Obrigada por tudo que me fez hoje Maria. – Disse ela.
Meu coração disparou, meu rosto se aqueceu, me virei lentamente e peguei sua mão, não tive coragem de olhar em seu rosto.
- Eu não fiz nada o destino só seguiu o seu curso. – Respondi – vamos nos deitar amanhã tem aula.
Após já estarmos debaixo das cobertas e apagado as luzes Ângela me chamou.
- Maria. Acho que não vou conseguir dormir.
- Tudo bem, mas tente descansar.
- É que tudo ainda esta fervendo na minha cabeça.
- Tente relaxar pense em algo que a acalme.
Voltou o silencio no quarto, sabia que também não conseguiria dormir, não sei porque, mas algo ainda martelava na minha cabeça, o súbito interesse de Ângela por
homens, ela não avia comentado nada comigo, só que eu percebo quando uma mulher olha para um homem de modo diferente. Então me lembrei de algo que me fez sorrir, as “discussões” que se ocorriam na sala de aula, pois todos acreditavam que Ângela se envolveria com homens da mesma idade, e eu descordava via no seu olhar que ela procurava alguém com humor igual ao dela, mas maturidade para certos momentos, eu lembrava dele brava comigo dizendo que aquilo não era assunto. Só que agora ela encontrou o Tsubasa, meu desejo era que nada mudasse.
6 Para facilitar será explicado o esquema da filosofia seguida na época: São vinte e oito constelação dividido em quatro grupos, norte, sul, leste e oeste são quatro deuses regentes Gembu, Byako, Suzaku e Seyriu. Nessas quatro constelações tem sete estrelas que são os seishis que seguem um determinado deus. Ou seja, seishi é uma parte que representa a estrela da constelação nesse caso a de Suzaku deus do sul.
7 Luz 8 Asas 9 Verdade 10 Raposa 11 Terra (planeta)
Chegamos à casa amarela com três garagens.
Atravessamos a porta e deixamos o material no sofá. Minha mãe não estava em casa e não avia almoço sobre o fogão.
- Bem eu não tenho empregada e minhas comidas são meio estranhas – comentei – então vamos pedir alguma coisa, o que você prefere?
- Olha sei lá, escolhe você.
- Presta bem atenção à visita aqui é você, se quiser salmão eu vou atrás para você, fala o que você quer.
- Bem pode ser yakisoba.
Um sorriso surgiu no meu rosto, a pedi que ficasse a vontade peguei o telefone e fiz o pedido.
Sai da copa e entrei em silencio no meu quarto ela estava olhando os livros na minha estante, fiquei ali a observando até que ela olhou para trás.
- Esta ai há muito tempo? – Perguntou ela meio envergonhada.
- Não. Então o que quer fazer?
- Na verdade Maria eu quero que você responda a todas as minhas duvidas, e pra começar, como assim Chikara?
5
Eu avia explicado tudo para ela: “Fazia alguns meses que eu avia descoberto o que vou te contar agora. Eu avia feito uma viagem para um templo, quando entrei naquele local religioso comecei a passar mal tive relances de como se andasse na china antiga, dentro do santuário me encaminhei involuntariamente até uma sala onde avia um pergaminho, era o original do livro que estava na biblioteca, como nessa manhã eu fui absorvida para dentro dele. Dentro do pergaminho acabei descobrindo que eu era o sétimo seishi6 que faltava, conheci todos os outros guerreiros seguidores do seus do sul. Mas por que sou um seishi e estou nesse mundo? E porque o meu objetivo aqui era encontrar a Suzaku-No-Miko era difícil mas eu tinha que fazer. Fiquei por lá por sete dias, me encantei pelo Tenshi, achava que ele era uma pessoa especial e acredito que ele sentia o mesmo por mim, ele foi o que mais me deu força para que encontrasse a Miko. Foi quando eu voltei para o templo onde tudo começou. Passou-se algumas semanas, percebi que encontrar a sacerdotisa seria mais difícil do que eu pensava. Só que um dia por uma atitude sua percebia algo diferente em você, fiquei te observando por algumas semanas e percebi que atrás dos seus óculos existia uma menina excepcional.”
Ela parou e ficou me olhando, eu abaixei a cabeça não tinha coragem de olhar nos seus olhos.
- Maria – me chamou ela – podemos voltar lá hoje?
Levantei vagarosamente a minha cabeça.
- Isso quer dizer que você quer ser a Suzaku-No-Miko?
- Sim, se você estiver comigo sei que vai ser mais fácil e engraçado.
Soltei um risinho, sabia que uma das qualidades de Ângela era levar tudo na brincadeira e fazer todo mundo rir.
- Vamos depois do anoitecer – propus – após minha mãe dormir, ela vai achar que estamos no décimo sono só que não estaremos aqui.
6
Era por volta das vinte e trinta, minha mãe estava conversando com Ângela, e como sempre falava de minha vida e o que eu fazia quando criança, segundo minha mãe Ângela era uma grande menina.
Tinha saído do banheiro, avia acabado de tomar banho e estava enxugando o meu cabelo, me encaminhei para a sala e vi Ângela dando aquela sua gargalhada gostoso sobre as história que minha mãe contava.
- Ei mãe não enche a cabeça da coitada com essas histórias. – Interrompi.
- Ela não esta enchendo minha cabeça – disse Ângela pelo – o que eu sua mãe esta me contando você era uma criança louca.
- Loca a única pessoa louca que eu estou vendo aqui é você. – Joguei a toalha nela e sai correndo.
Ela veio atrás de mim, e entrou no quarto, só que se deparou com ele vazio, eu chegue por trás e lê dei um susto. Caímos na gargalhada.
* * *
- Filha estou indo me deitar – anunciou minha mãe – vê se não vai dormir muito tarde amanhã tem aula.
- Esta bem. – Concordei e lancei um olhar para Ângela.
Tiramos os pijamas e colocamos outra roupa, desligamos a televisão da sala, fomos para o quarto, encostamos a porta e apagamos a luz, abrimos o livro e rapidamente fomos envoltos por uma luminosidade vermelha.
Voltamos àquela estrada da primeira vez em que estivermos dentro do livro, não sabíamos para onde ir, então decidimos andar sem rumo, até que passou um homem com uma carroça cheia de feno.
- Por favor – perguntei ao homem da carroça – para onde fica Kenshin?
- Estou indo para lá. – Respondeu ele – querem uma carona?
Nós concordamos com a cabeça, eu ajudei Ângela a subir e logo depois pulei nos fenos. Deitei-me e fiquei olhando para o céu, quando voltava meu olhar para ela via que observava a paisagem com os olhos arregalados como uma criança que sai de casa pela primeira vez e não quer perder nenhum momento.
O senhor da carroça nos deixou na frente do palácio, nós agradecemos e atravessamos o portão de entrada.
Enquanto isso dentro do castelo um guarda entra no salão que leva ao imperador, ele se ajoelha diante da majestade e diz:
- Senhor. Hongo Chikara esta de volta e traz com ela uma menina.
- Deixem-as entrar – ordenou o imperador – e você – se referiu ao um subordinado – vá chama Tenshi e os outros.
Estávamos do lado de fora, até que a porta se abriu e o soldado voltou e pediu que o acompanhasse. Entramos na sala do imperador fomos até o trono e nos ajoelhamos.
- Se levante – disse ele – não é mais necessário tanta formalidade entre nós.
Levantei-me abri um sorriso o imperador estava de braços abertos.
- Hikari7. – Fui em sua direção e lê dei um abraço cochichando algo em seu ouvido.
Ele olhou por cima do meu ombro, Ângela estava em pé nos observando, o imperador se ajoelhou e eu também, como se tivessem entendido o que estava acontecendo, todos que estavam naquele salão também se ajoelharam.
Ficamos ali por alguns segundos até sermos interrompidos.
- Ei Hikari, o que você quer? – Disse o homem entrando na sala.
Eu conhecia aquela voz masculina levantei-me e disse:
- Ele podia querer falar algo com você mais eu queria te ver antes.
Tenshi sorriu, começou a vir em minha direção, então percebeu Ângela e todas as pessoas ajoelhadas, ele sabia que ela era a Suzaku-No-Miko, se ajoelhou também.
Fui até Ângela e lê pedi que agradecesse a referencia, então ela movimentou a mão para que todos se levantassem.
Apresentei Ângela para Tenshi e Hikari, eles estavam dizendo que ela era muito bonita – algo que dizia varias vezes a ela – até que fomos interrompidos.
- Imperador os outros quatro seishis estão aqui. – Disse o guarda.
- Deixe-os entrar Hidek. – Pediu Hikari.
- Sim senhor. – Disse ele se curvando.
A porta se abriu e entrou na frente Tsubasa8.
- Chikara como vai essa força? – Veio ele em minha direção apertando bem firme minha mão.
- Tsubasa sempre em forma. – Respondi.
Ele estava com uma camisa branca com uma gola, era regata e deixava os braços fortes amostra, dês que Tsubasa avia entrado no salão, Ângela não tirou os olhos dele. Felizmente meus pensamentos foram interrompidos pela entrada de Sinjitsu9 com seu gato no ombro, estiquei a mão para ele e disse:
- Como vai?
- Muito bem menina. – respondeu ele com aquela voz grossa.
Eu ouvi o barulho de algo batendo no piso de madeira e metal batendo em metal era Kitsune10 entrando no salão acompanhado pelo pequeno Chikyuu11.
Ele estava com aquela mascara de raposa e seu báculo de monge, e aquela criança de mãos dadas com o jovem religioso, aqueles seus pequenos olhos de fome de saber. Cumprimentei Kitsune me curvando e passei a mão na cabeça de Chikyuu. Enquanto conversávamos alguém me pegou pelo braço.
- Hei! Vem comigo. – Pediu Tenshi.
Ele me levou para fora daquele salão para um corredor.
- Estava com saudades. – Disse ele.
Tenshi me encostou na parede feita de madeira, pois a mão no meu rosto e me beijou, deixei que os meus braços se entrelaçassem em seu corpo forte.
* * *
Al voltarmos para o salão principal de mãos dada vi que Ângela estava falando com Tsubasa, olhei os dois ali com o sol se pondo atrás e senti um pouco de ciúmes, mas deixei que ela se inturma-se, fui a janela do salão principal vi aquela estrela se pondo atrás das colinas, a cidade que se estendia depois daqueles muros, daquele castelo, que o pais ia além das montanhas. Tenshi se aproximou.
- Este lugar é lindo não é? – Me perguntou.
- Um dia tu me levas na cidade? – Pedi.
Ele sorriu, olhou para mim e pegou minha mão.
- Claro, te levo aonde você quiser.
De repente uma luz vermelha envolveu o meu corpo e o de Ângela, quando notei já estávamos no meu quarto, ela estava com cara de que não estava entendendo nada.
Depois de algum tempo, já aviamos colocado o pijama, eu estava arrumando o meu colchão no chão para que eu dormisse – avia convencido Ângela a dormir na minha cama - até que senti alguém me abraçar por trás.
- Obrigada. Obrigada por tudo que me fez hoje Maria. – Disse ela.
Meu coração disparou, meu rosto se aqueceu, me virei lentamente e peguei sua mão, não tive coragem de olhar em seu rosto.
- Eu não fiz nada o destino só seguiu o seu curso. – Respondi – vamos nos deitar amanhã tem aula.
Após já estarmos debaixo das cobertas e apagado as luzes Ângela me chamou.
- Maria. Acho que não vou conseguir dormir.
- Tudo bem, mas tente descansar.
- É que tudo ainda esta fervendo na minha cabeça.
- Tente relaxar pense em algo que a acalme.
Voltou o silencio no quarto, sabia que também não conseguiria dormir, não sei porque, mas algo ainda martelava na minha cabeça, o súbito interesse de Ângela por
homens, ela não avia comentado nada comigo, só que eu percebo quando uma mulher olha para um homem de modo diferente. Então me lembrei de algo que me fez sorrir, as “discussões” que se ocorriam na sala de aula, pois todos acreditavam que Ângela se envolveria com homens da mesma idade, e eu descordava via no seu olhar que ela procurava alguém com humor igual ao dela, mas maturidade para certos momentos, eu lembrava dele brava comigo dizendo que aquilo não era assunto. Só que agora ela encontrou o Tsubasa, meu desejo era que nada mudasse.
6 Para facilitar será explicado o esquema da filosofia seguida na época: São vinte e oito constelação dividido em quatro grupos, norte, sul, leste e oeste são quatro deuses regentes Gembu, Byako, Suzaku e Seyriu. Nessas quatro constelações tem sete estrelas que são os seishis que seguem um determinado deus. Ou seja, seishi é uma parte que representa a estrela da constelação nesse caso a de Suzaku deus do sul.
7 Luz 8 Asas 9 Verdade 10 Raposa 11 Terra (planeta)
terça-feira, 19 de junho de 2007
Tenshis No Namida

1
Estava eu ela e mais meia dúzia de meninas sentadas em uma mesa entre as estantes empoeiradas daquela biblioteca. Ela ficava de risinhos e cochichos com as outras, Ângela sabia que aquilo me irritava, porém por algum motivo ela acha divertido, por minha vez não respondi as provocações, me levantei e fui para a mesa do outro lado da estante, ela apenas me acompanhou com os olhos e voltou sua atenção para o caderno.
Minha concentração era tanta que não prestei atenção em mais nada que ocorria meu redor, até que me assustei com o barulho de uma porta se batendo, procurei com os olhos o autor do estrondo, era o bibliotecário, mas o que mais me chamou atenção foi a placa na porta: “livros raros de origem oriental”, quase perdi o ar, nunca tinha reparado naquela lugar, era o que eu mais procurava em toda a minha vida, aquela bendita sala. Esperei que o bibliotecário se afastasse o suficiente e atravessei a porta, o espaço era pequeno talvez 3,00m2, tinha poucos livros, porém ele estava ali, por volta de quinhentas a seiscentas páginas e o titulo: “O mundo dos quatro deuses”1 abafei coma mão um grito de felicidade, “estava mais do que na hora” pensei comigo.
- Ângela, Ângela vem aqui! – eu gritava – vem aqui rápido – e sai correndo.
A encontrei saindo da biblioteca.
- Vem comigo preciso te mostrar uma coisa.
- Bateu o sinal estou indo para casa. Você não escutou? – dizia ela.
- Vem não vai demorar, é rapidinho – eu insisti.
Ela concordou com a cabeça, e tentou puxar uma das meninas para ir junto.
- Não vem só a Ângela - aquela ração assustou até a mim.
Ela me acompanhou até a salinha no fundo da biblioteca.
- Olha Maria, tomara que seja importante, estou atrasando meus pais – me pediu ela.
- Você jamais ira esquecer esse dia – e sorri de orelha a orelha.
Eu entreguei em suas mãos o livro, ela levou um susto também sabia da história, Ângela tentou falar alguma coisa, mas pela primeira vez – que eu me lembre – toquei nela, no caso um dedo em seus lábios, entendendo o recado ela abriu o livro.
2
Haviamos entrado naquele mundo, ela estava ajoelhada no chão e eu atrás em pé, então eu a ajudei a levantar.
- Ei meninas – gritavam dois homens que faziam gestos estranhos – venham aqui queridas.
Ângela se aproximou e segurou meu braço.
- Estou com medo – ela disse.
Meu coração deu um pulo, nunca avia escutado ela dizer aquela palavra. Me agachei lentamente e peguei um pedaço de madeira.
- Não tenha medo eu estou aqui – os dois homens se aproximaram – saiam daqui, se encostarem nela iram perder os dentes – ameacei.
- Nervosinha você – disse o mais lato – apesar das roupas estranhas deve ser uma gracinha.
Eu afastei as pernas e comecei a lutar com os dois, fazendo um deles cair desacordado usando o truque da pancada perto do rim, depois disso os dois homens fugiram como dois ratinhos.
Ângela olhou para mim, tinha aquela expressão de criança que me encantava, só que dessa vez assustada.
- Olha... Eu posso explicar.
Ela olhou nos meus olhos, balançou a cabeça e deu dois passos para trás, não tive reação apenas abaixei minha cabeça.
- Onde estamos? – Ela perguntou.
- Acredito que essa estrada em que estamos leva para Kenshin.2
O silencio reinou por um bom tempo - não sei porque, mas tinha medo de olhar para ela, de falar algo. – Até que ouvimos um barulho na floresta a beira da estrada de terra batida, Ângela se aproximou novamente de mim, olhamos para o leste, vimos um jovem descendo um barranco, ele se apoiou em uma arvore e olhou para nós, apertou os olhos e deu um pulo caindo na estrada. Naquele momento, o mesmo sorriso que o jovem demonstrou em seus lábios se repetiu no meu.
- Tenshi3! – Gritei e sai correndo pulando em seus braços – estava com tantas saudades.
Ele me deu um beijo no rosto e voltou a olhar para Ângela.
- Chikara4 quem é ela? – Ele me perguntou – Não é a...
- Sim Tenshi é a nossa Suzaku-No-Miko5 – Respondi.
Ela me olhou com duvida não estava entendendo nada, até que uma luz vermelha cobriu nosso corpo e sumimos daquele mundo, deixando ecoar em nossos em ouvidos os gritos de Tenshi.
3
Estávamos saindo da sala podíamos ver as meninas na porta o relógio marcava 15 minutos depois que saímos dali, Ângela não avia pronunciado nenhuma palavra deis de que voltamos de dentro do livro.
Chegamos na porta da biblioteca, encontramos as outras garotas, então saímos da biblioteca e começamos a andar no corredor da escola.
- O que vocês foram fazer? – Perguntou a menina ruiva ao lado de Ângela – Vocês demoraram.
- A Maria só foi me mostrar um livro que a gente tava procurando – Respondeu ela – Você sabe que eu não minto para você.
Chegamos ao portão, o pai de Ângela já avia chegado – eu ia embora a pé.
- Pai posso ir na casa da Maria? - Perguntou ela.
Me assustei com o pedido dela, porque ela iria para a minha casa?
- Pode - Respondeu o pai dela – Só que me liga para eu poder te buscar.
Ângela colocou um enorme sorriso no rosto como se tivesse uma idéia, cochichou algo em meu olvido e eu concorde com a cabeça.
- Pai e seu dormi na casa dela? – Pediu Ângela
- Com que roupa filha?
- Bem eu posso emprestar uma roupa – Interrompi.
- Não precisa Maria, meu pai trás as roupas não é?
- Ok, mas juízo e se comporta – falou o pai dela.
Fomos até a biblioteca e pegamos o livro sem que o bibliotecário percebesse, pois segundo o regulamento da biblioteca, livros raros não são retirados.
1 Shingi Tenchico no original
2 Espírito da espada 3 Anjo 4 Força 5 Sacerdotisa do Deus Suzaku
quinta-feira, 14 de junho de 2007
Por que criei isso
Eita sei lá por que criei algo desse tipo mas meu objectivo principal é escreve o que eu penso sobre o mundo e esse tipo de coisa sei lá gostaria de colocar meus textos também acho que é o único jeito que achei foi esse mesmo. Acredito que o meu objectivo não é que as pessoas vejam mas que eu primeiramente me veja parece estranho mas é isso que eu preciso me ver me observar me entender entender os meus sentimentos diante das coisas bem acho que é isso como sou nova nesse tipo de coisas vou tentar utilizar muito esse meio.
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