terça-feira, 19 de junho de 2007

Tenshis No Namida



1


Estava eu ela e mais meia dúzia de meninas sentadas em uma mesa entre as estantes empoeiradas daquela biblioteca. Ela ficava de risinhos e cochichos com as outras, Ângela sabia que aquilo me irritava, porém por algum motivo ela acha divertido, por minha vez não respondi as provocações, me levantei e fui para a mesa do outro lado da estante, ela apenas me acompanhou com os olhos e voltou sua atenção para o caderno.
Minha concentração era tanta que não prestei atenção em mais nada que ocorria meu redor, até que me assustei com o barulho de uma porta se batendo, procurei com os olhos o autor do estrondo, era o bibliotecário, mas o que mais me chamou atenção foi a placa na porta: “livros raros de origem oriental”, quase perdi o ar, nunca tinha reparado naquela lugar, era o que eu mais procurava em toda a minha vida, aquela bendita sala. Esperei que o bibliotecário se afastasse o suficiente e atravessei a porta, o espaço era pequeno talvez 3,00m2, tinha poucos livros, porém ele estava ali, por volta de quinhentas a seiscentas páginas e o titulo: “O mundo dos quatro deuses”1 abafei coma mão um grito de felicidade, “estava mais do que na hora” pensei comigo.
- Ângela, Ângela vem aqui! – eu gritava – vem aqui rápido – e sai correndo.
A encontrei saindo da biblioteca.
- Vem comigo preciso te mostrar uma coisa.
- Bateu o sinal estou indo para casa. Você não escutou? – dizia ela.
- Vem não vai demorar, é rapidinho – eu insisti.
Ela concordou com a cabeça, e tentou puxar uma das meninas para ir junto.
- Não vem só a Ângela - aquela ração assustou até a mim.
Ela me acompanhou até a salinha no fundo da biblioteca.
- Olha Maria, tomara que seja importante, estou atrasando meus pais – me pediu ela.
- Você jamais ira esquecer esse dia – e sorri de orelha a orelha.
Eu entreguei em suas mãos o livro, ela levou um susto também sabia da história, Ângela tentou falar alguma coisa, mas pela primeira vez – que eu me lembre – toquei nela, no caso um dedo em seus lábios, entendendo o recado ela abriu o livro.


2


Haviamos entrado naquele mundo, ela estava ajoelhada no chão e eu atrás em pé, então eu a ajudei a levantar.
- Ei meninas – gritavam dois homens que faziam gestos estranhos – venham aqui queridas.
Ângela se aproximou e segurou meu braço.
- Estou com medo – ela disse.
Meu coração deu um pulo, nunca avia escutado ela dizer aquela palavra. Me agachei lentamente e peguei um pedaço de madeira.
- Não tenha medo eu estou aqui – os dois homens se aproximaram – saiam daqui, se encostarem nela iram perder os dentes – ameacei.
- Nervosinha você – disse o mais lato – apesar das roupas estranhas deve ser uma gracinha.
Eu afastei as pernas e comecei a lutar com os dois, fazendo um deles cair desacordado usando o truque da pancada perto do rim, depois disso os dois homens fugiram como dois ratinhos.
Ângela olhou para mim, tinha aquela expressão de criança que me encantava, só que dessa vez assustada.
- Olha... Eu posso explicar.
Ela olhou nos meus olhos, balançou a cabeça e deu dois passos para trás, não tive reação apenas abaixei minha cabeça.
- Onde estamos? – Ela perguntou.
- Acredito que essa estrada em que estamos leva para Kenshin.2
O silencio reinou por um bom tempo - não sei porque, mas tinha medo de olhar para ela, de falar algo. – Até que ouvimos um barulho na floresta a beira da estrada de terra batida, Ângela se aproximou novamente de mim, olhamos para o leste, vimos um jovem descendo um barranco, ele se apoiou em uma arvore e olhou para nós, apertou os olhos e deu um pulo caindo na estrada. Naquele momento, o mesmo sorriso que o jovem demonstrou em seus lábios se repetiu no meu.
- Tenshi3! – Gritei e sai correndo pulando em seus braços – estava com tantas saudades.
Ele me deu um beijo no rosto e voltou a olhar para Ângela.
- Chikara4 quem é ela? – Ele me perguntou – Não é a...
- Sim Tenshi é a nossa Suzaku-No-Miko5 – Respondi.
Ela me olhou com duvida não estava entendendo nada, até que uma luz vermelha cobriu nosso corpo e sumimos daquele mundo, deixando ecoar em nossos em ouvidos os gritos de Tenshi.

3


Estávamos saindo da sala podíamos ver as meninas na porta o relógio marcava 15 minutos depois que saímos dali, Ângela não avia pronunciado nenhuma palavra deis de que voltamos de dentro do livro.
Chegamos na porta da biblioteca, encontramos as outras garotas, então saímos da biblioteca e começamos a andar no corredor da escola.
- O que vocês foram fazer? – Perguntou a menina ruiva ao lado de Ângela – Vocês demoraram.
- A Maria só foi me mostrar um livro que a gente tava procurando – Respondeu ela – Você sabe que eu não minto para você.
Chegamos ao portão, o pai de Ângela já avia chegado – eu ia embora a pé.
- Pai posso ir na casa da Maria? - Perguntou ela.
Me assustei com o pedido dela, porque ela iria para a minha casa?
- Pode - Respondeu o pai dela – Só que me liga para eu poder te buscar.
Ângela colocou um enorme sorriso no rosto como se tivesse uma idéia, cochichou algo em meu olvido e eu concorde com a cabeça.
- Pai e seu dormi na casa dela? – Pediu Ângela
- Com que roupa filha?
- Bem eu posso emprestar uma roupa – Interrompi.
- Não precisa Maria, meu pai trás as roupas não é?
- Ok, mas juízo e se comporta – falou o pai dela.
Fomos até a biblioteca e pegamos o livro sem que o bibliotecário percebesse, pois segundo o regulamento da biblioteca, livros raros não são retirados.

1 Shingi Tenchico no original
2 Espírito da espada 3 Anjo 4 Força 5 Sacerdotisa do Deus Suzaku

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Por que criei isso

Eita sei lá por que criei algo desse tipo mas meu objectivo principal é escreve o que eu penso sobre o mundo e esse tipo de coisa sei lá gostaria de colocar meus textos também acho que é o único jeito que achei foi esse mesmo. Acredito que o meu objectivo não é que as pessoas vejam mas que eu primeiramente me veja parece estranho mas é isso que eu preciso me ver me observar me entender entender os meus sentimentos diante das coisas bem acho que é isso como sou nova nesse tipo de coisas vou tentar utilizar muito esse meio.